A música eletrônica, antes vista como um gênero comercial, dançante e à parte dos demais gêneros, espalha seus ramos e abraça gêneros musicais tradicionais. Alguns torcem o nariz, criticando-a como formalmente limitada, saída fácil para reciclar músicas, pouco elaborada e até mesmo anti-musical. Os entusiastas não parecem se preocupar com isso: cada vez mais a tecnologia tem se casado com os músicos para gerar novos estilos. Fusão ou fricção? A eletrônica atrai por se adaptar ao que existe ou por chocar elementos aparentemente inconciliáveis? Quem diria que o suingue carioca da cinqüentona bossa nova daria certo com a máquina “durinha” da eletrônica, ainda mais vindo, a princípio, de dentro da cena independente? A música de coletivos como Gotan Project e Bajofondo seria uma continuidade eletrônica daquele tango nômade? E por que ainda existem resistências internas a esses híbridos que ganharam a Europa?
Pio Lobato
25 de Março de 2008
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Ao receber o convite para escrever a respeito do que poderia ser a música raiz-antena de Belém, fiquei pensativo sobre o que esse termo poderia representar. A expressão não define exatamente um tipo ou formato musical específico. Creio que o mais importante é perceber realmente como a inteligência pode transformar o cenário musical. E nesse ponto Belém realmente sempre demonstrou criatividade e inovação, muito além dos tradicionais tambores de carimbó e com o mesmo entusiasmo dos ancestrais na invenção da festa.
Ramon Pelinski
6 de Janeiro de 2008
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O tango são dois. Um é aquele imortalizado pelo Anibal Troilo, Carlos Gardel, Osvaldo Pugliese e tantos outros que, no passado, embalaram dançarinos e ouvintes em Buenos Aires e Montevidéu e que continuam emocionando argentinos pelas ondas do rádio e fãs em gravações. Neste ensaio, Ramón Pelinski nos apresenta o tango nômade, esse tango que […]
Ramon Pelinski
10 de Dezembro de 2007
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Mais de um século depois de seu surgimento, o tango apresenta a nós múltiplas facetas. Feito e ouvido do Japão à Finlândia, da Turquia à Alemanha, o tango se reterritorializou e se ressignificou, sem com isso perder totalmente seus vínculos com o rio da Prata. Mas o que é essa diáspora do tango?
Ramón Pelinski, pesquisador […]